Diario da Pandemia

 

Diário da Pandemia

 

Dezenove de março

Dia do Senhor São José

Estou trancado em casa

Donde não tiro meu pé

Não indo nem na esquina

Buscar uma vitamina

Ou mesmo beber café

 

Da vida como ela é

Ninguém pode fugir

E para me adaptar

E nesta vida seguir

Tenho que respeitar

A Lei mais elementar

Que é de casa não sair

 

Quieto ficando aqui

Espero estar protegendo

O nosso querido Brasil

Que hoje está sofrendo

Com esta tal pandemia

Que tanto causa agonia

Até tem gente morrendo

 

Como todos estão vendo

O estrago pode ser feio

E quem é mais vulnerável

Em todo e qualquer meio

Já tem mais de sessenta

E por isso não aguenta

Qualquer grande aperreio

 

Quando chegar o Correio

Para uma carta entregar

Vou pedir pra por favor

Por baixo da porta passar

Se precisar eu assino

Sei não sou mais menino

Não quero me arriscar

 

Sei que isso vai passar

Pois passa o bom e o ruim

E se Deus me ajudar

Cuidando também mim

Quero pro Banco voltar

Para poder trabalhar

A vida foi sempre assim.

 

Tarciso Coelho, Crato (CE), 19.03.2020.


Diário da Pandemia

 

 

Hoje Vinte de março

Trancado em casa estou

Com Tarciso e Ariadne

Para rua eu não vou

Para o supermercado

Tarciso foi destinado

E para mim comprou

 

Se doente não estou

Cerveja posso tomar

Tira gosto gorgonzola

E azeitonas do pomar

As seis bem geladinhas

Aqui serão só minhas

E todas vou degustar

 

Sei que muito vou gostar

Da Haineken verdinha

Bem gelada e saborosa

Pra felicidade minha

Pro o juízo calibrar

Uma branca vou tomar

Também bem geladinha

 

Aperreada é a vidinha

Que agora tento levar

Com medo do Corona

Carona em mim pegar

Por isso fico escondido

Pro vírus ficar perdido

E jamais me encontrar

 

Devemos nos ajudar

Em nossa casa ficando

Tendo calma e paciência

Trabalhando ou repousando

Ninguém vai pegar o mal

Pra sofrer em Hospital

Na veia soro tomando

 

Assim vou terminando

Pois é hora de almoçar

Saco seco não fica em pé

nem cheio pode envergar

precisamos meio termo

para não ficar enfermo

e poder bem trabalhar.

 

Tarciso Coelho, Crato (CE), 20.03.2020.


 

Diário da Pandemia

 

Hoje agradeço a Deus

Pela vida que me dá

A minha querida Mãe

Que em sua casinha está

E com noventa e cinco

Resolveu com afinco

Também se isolar

 

Não se devem visitar

Avô, pai, filho ou irmão

Para combater o mal

Todo e qualquer cidadão

Deve em casa ficar

Para do mal se salvar

E não pegar o vírus não

 

Tenho irmãs e irmãos

São treze no total

Cada um é consciente

Que no cenário atual

O lugar mais seguro

Seja claro ou seja escuro

É o recesso do lar

 

Não esqueço de lembrar

E agradecer também

A Tarciso e Ariadne

Um gatão e uma neném

Dois dos meus filhos amados

Juntos comigo isolados

Esperando pelo o bem

 

Não me sinto refém

Sei que tudo vai passar

E quando um dia puder

Para o meu Banco voltar

Quero os colegas e clientes

Felizes e sorridentes

E a todos cumprimentar

 

Gosto de trabalhar

Para ninguém é segredo

Tenho sessenta e seis anos

De viver não tenho medo

E Para meu dia alongar

Bem tarde vou me deitar

E de manhã acordo cedo.

 

Tarciso Coelho, Crato (CE), 21.03.2020.

 

Diário da Pandemia

 

O Diário da Pandemia

Que inventei de escrever

Jamais teve a intenção

Que não só o meu querer

Do dia a dia registrar

Pra no futuro lembrar

O que estamos a viver

 

Mas é preciso dizer

Aqui não vou divulgar

Notícias de tristeza

Já que quero me alegrar

E se esse meu escrever

Nem pouco alegrar você

Mal também não lhe fará.

 

Caros Amigos,

 

Vou iniciar hoje a publicação de versos meus em outras situações, retornando ao assunto em pauta apenas eventualmente.

 

Abraços todos.

 

Um dia fui apresentado a um cidadão e ao me despedir falei errado seu nome. Riram de mim, apesar de minhas tempestivas desculpas. Para amenizar o fato lhe mandei os seguintes versos:

 

Salomão ou Sandoval?

 

Se lhe causei algum mal
ao pegar na sua mão
E chamar de Salomão
Me desculpe Sandoval

É a coisa mais normal
Numa apresentação
Confundir com Salomão
O nome de Sandoval

Mas do Círio até o Natal
Vou prestar muita atenção
Para esquecer Salomão
E só lembrar Sandoval

E depois no carnaval
Semana Santa ou são João
Jamais direi Salomão
Pra quem nasceu Sandoval

Tarciso Coelho
Soure (PA), 12.11.2005

 

Tarciso Coelho, Crato (CE), 22.03.2020.

 

 Diário da Pandemia

 

Quando Gerente em Picos (PI), alguém me pediu para escrever uns versinhos para ler na despedida do Dr. Santinho, da AJURE (PI). Escrevi e li na AABB Teresina (PI), em concorrido churrasco. Dr. Santinho me perdoou, que me perdoem os Advogados que virem os versos abaixo:

 

 

O Advogado e o Ladrão


Em toda profissão
tem um palavreado
que chamam de jargão
data-vênia, sed-lex,
contra-légia, prescrição
e até jurisprudência
para acertar na decisão
só não sei bem o porquê
de alguém querer dizer
que advogado é ladrão

um dia um consulente
ao causídico perguntou
seu doutor como se sente
para ser meu defensor?
só peço um preço bom
pois eu sou bom pagador
e o doutor lhe respondeu
se for grande a confusão
não defenderei ninguém
a não ser por um milhão

e o pobre consulente
sem ter como pagar
perguntou se o doutor
poderia amenizar
aquele preço tão grande
para um colega de classe
e abismado o doutor
olhou pro desgraçado
e depressa perguntou
você também é advogado?

sou não senhor doutor
eu sou mesmo é flagelado
retirante do Nordeste
cabra da peste aperreado
se aqui vim lhe procurar
com esta grande aflição
foi pra ver se o Doutor
me tira da confusão
pois não sou advogado
o que sou mesmo é ladrão

 

Dr. Santinho

Até aqui foi brincadeira
agora vou considerar
a mais nobre profissão
que alguém pode abraçar
e que com justiça e zelo
da lei faz bom emprego
pra defender o direito
quer do rico ou flagelado
e viva Dr. Santinho
nosso grande advogado

Ele agora vai-se embora
para o grande Mato Grosso
só porque chegou a hora
não houve qualquer desgosto
O pequenino Piauí
que tão bem lhe abraçou
espera que sempre volte
para ver que aqui deixou
este magote de amigos
que sempre tanto lhe amou

Teresina (PI), 24.01.2003

 

O Diário da Pandemia

Que inventei de escrever

Jamais teve a intenção

Que não só o meu querer

Do dia a dia registrar

Pra no futuro lembrar

O que estamos a viver

 

Mas é preciso dizer

Aqui não vou divulgar

Notícias de tristeza

Já que quero me alegrar

E se esse meu escrever

Nem pouco alegrar você

Mal também não lhe fará.

 

Caros Amigos,

 

A partir de 22.03.2020, passei a publicar versos meus em outras situações, retornando ao assunto em pauta apenas eventualmente.

 

Abraços todos.

 

Tarciso Coelho, Crato (CE), 23.03.2020.

 

 


Diário da Pandemia

 

 

Fontes de Vida (Luz, Fé, Paz e Esperança).

 

 

A nossa percepção,
Juízo e inteligência,
É o que nos conduz
E tem o nome de luz...


A adesão e anuência a Deus,
Seus desígnios e manifestações,
É o que a vida requer
E tem o nome de fé...


A ausência de conflitos íntimos,
Tranquilidade d’alma e sossego,
É o que a todos apraz
E tem o nome de paz...


A confiança em conseguir,
Aquilo que se deseja,
É o que trará a bonança
E tem o nome de esperança...

Tarciso Coelho, Picos (PI), 2002

 

 

O Diário da Pandemia

Que inventei de escrever

Jamais teve a intenção

Que não só o meu querer

Do dia a dia registrar

Pra no futuro lembrar

O que estamos a viver

 

Mas é preciso dizer

Aqui não vou divulgar

Notícias de tristeza

Já que quero me alegrar

E se esse meu escrever

Nem pouco alegrar você

Mal também não lhe fará.

 

Caros Amigos,

 

A partir de 22.03.2020, passei a publicar versos meus em outras situações, retornando ao assunto em pauta apenas eventualmente.

 

Abraços todos.

 

Tarciso Coelho, Crato (CE), 24.03.2020.

 

 Diário da Pandemia

 

 

Sou Luiz Tarciso Coelho Bezerra, cujo perfil foi mostrado na Revista PREVI 114, de maio/2006 - http://www.previ.com.br/noticias/boletins/revista_200605_114/perfil.htm

Aposentei-me pela PREVI em 07.07.2004, aos 50 anos de idade e após ter trabalhado ininterruptamente desde 1971. Em 16.09.2004, refletindo sobre a nova vida, escrevi os seguintes versos:

Aposentadoria

Comecei novo na lida
Do trabalho fiz diversão
Lutei por toda a vida
Com vigor e atenção

Hoje estou aposentado
Foi presente que ganhei
Mas passar dia parado
Não foi coisa que sonhei

Procuro novo trabalho
O ócio não dá futuro
Não vou ficar sentado
Vendo outros dando duro

Também quero labutar
Voltar a minha diversão
Pois vejo que trabalhar
É a melhor obrigação

Aposentado estou à toa
Só aprendo uma lição
Que a vida pra ser boa
Tem que ter ocupação.

No mesmo setembro me inscrevi no concurso para o Banco da Amazônia S.A., vindo a ser aprovado em primeiro lugar e a ser empossado em 15.04.2005, na cidade de Soure (PA), na Ilha do Marajó. Inicialmente, pensando em uma jornada de apenas seis horas diárias, recusei vários convites para ocupar cargos comissionados, mas terminei por aceita-los, tendo sido Caixa Executivo por oito meses, em Soure (PA), e Supervisor na Direção Geral, em Belém (PA), por um ano e meio. Nos seis anos de trabalho no Banco da Amazônia busquei participar de movimentos culturais tendo me filiado ao CEPOEMA - Clube do Escritor e Poeta Marajoara, em Soure (PA), onde participei de quatro Antologias Literárias (de I a IV), lançadas pelo Clube nos anos de 2007 a 2010. Em 2008 dei início ao curso superior em Administração na AIEC, sonho sempre acalentado pelas atividades desempenhadas no Banco do Brasil: Caixa, Supervisor, Gerente adjunto, Gerente geral e Auditor, que me levaram a interromper por duas vezes os cursos de Contábeis e Administração. Ao final deste ano, finalmente estarei concluindo o tão sonhado Curso, aos 58 anos de idade. Quando me aposentei do Banco do Brasil, o fiz pensando em prestar novo concurso para o próprio Banco, caso não me acostumasse com a aposentadoria. Como já acima exposto, não me acostumei e estou de volta ao Banco do Brasil, onde tomei posse em Portel (PA), em 28.03.2011, em razão de ter sido aprovado na Seleção Externa 2010/1, classificação em 88º lugar.
Já sou novamente Caixa Executivo e, se Deus for generoso comigo mantendo minhas condições de trabalho e de saúde atuais, pretendo fazer nova carreira na nova matrícula com que fui agraciado: 6.596.286-9, apenas um número a mais da saudosa 6.596.285-0.
Faço este relato na esperança de que sirva de incentivo a outros colegas que se aposentam precocemente e se deixam levar pelas circunstâncias, algumas vezes deixando de ser gestores de seus próprios destinos. A respeito do assunto: Depressão pós-aposentadoria pode ser evitada, INFPREVI, 318, de 07.10.2011, rendo graças a Deus por nunca ter tido tempo para depressões.


Luiz Tarciso Coelho Bezerra
Portel (PA), 08.10.2011

 

 

O Diário da Pandemia

Que inventei de escrever

Jamais teve a intenção

Que não só o meu querer

Do dia a dia registrar

Pra no futuro lembrar

O que estamos a viver

 

Mas é preciso dizer

Aqui não vou divulgar

Notícias de tristeza

Já que quero me alegrar

E se esse meu escrever

Nem pouco alegrar você

Mal também não lhe fará.

 

Caros Amigos,

 

A partir de 22.03.2020, passei a publicar versos meus em outras situações, retornando ao assunto em pauta apenas eventualmente.

 

Abraços todos.

 

Tarciso Coelho, Crato (CE), 25.03.2020.

 

 Diário da Pandemia

 

 

De férias em passagem por Picos (PI), em 11.12.2007, "conheci" um poeta popular "desconhecido" que me disse apenas que era de Juazeiro do Norte (CE) e que é poeta. Tomamos umas tirando gosto com o famoso Feijão do Pelado (Só quem conhece Picos sabe do famoso feijão). No meio de bom bate papo o Manoel recitou os seguintes versos, sempre depois de dar as explicações:

- Quando Patativa do Assaré era desconhecido foi à Canindé (CE) pagar uma promessa que fizera à São Francisco, santo milagreiro e padroeiro daquela cidade. Depois de longa e cansativa viagem andou pelos bares da cidade cantando seus versos para arranjar alguns trocados. Numa ocasião uns jovens começaram a caçoar do poeta e um deles disse: isso é PUETA tirando o É.

Patativa disse:

"Eu sou o poeta Patativa
da cidade do Assaré
vim pagar uma promessa
na Matriz de Canindé
sou das terras sertanejas
tua mãe talvez quem seja
PUETA tirando o É".

- Algumas moças estavam na calçada da Igreja durante a Missa das nove horas quando um jumento em desabalada carreira, atrás da jumenta, parou e "cobriu" a jumenta bem próximo das jovens.

Um poeta anônimo que assistia a cena, disse:

"Arre lá jumento velho
que moda feia essa tua
tantas moças na calçada
e você com esta espada nua
tira a jumenta lá do mato
e vem cobrir no meio da rua".

- Um poeta violeiro chegou à cidade à procura de outro poeta para fazer uma cantoria. Alguém lhe disse sobre um, mas que era muito fraquinho. O poeta foi lá e fez o convite. O outro poeta aceitou com a condição de que não fosse "aperreado" com versos que o deixasse em situação embaraçosa. Na hora da cantoria o poeta experiente querendo fazer bonito botou "pra lascar" no aprendiz que quando se viu aperreado, disse:

"você disse que não aperreava
mas já está me aperreando
eu dou-lhe um tapa tão grande
que você cai no chão rodando
com as orelhas lepe-lepe
e o c* abrindo e fechando".

 

Já era noite quando anunciei minha saída e o Poeta protestou: Vá não, poeta, a noite é uma criança... Respondi:

 

Gosto muito da noite

E dela não tenho medo

Se a noite é uma criança

E a Lua é um brinquedo

Não sou eu que durmo tarde

É o Sol que acorda cedo.



Tarciso Coelho, 15.12.2007

 

 

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Que inventei de escrever

Jamais teve a intenção

Que não só o meu querer

Do dia a dia registrar

Pra no futuro lembrar

O que estamos a viver

 

Mas é preciso dizer

Aqui não vou divulgar

Notícias de tristeza

Já que quero me alegrar

E se esse meu escrever

Nem pouco alegrar você

Mal também não lhe fará.

 

Caros Amigos,

 

A partir de 22.03.2020, passei a publicar versos meus em outras situações, retornando ao assunto em pauta apenas eventualmente.

 

Abraços todos.

 

Tarciso Coelho, Crato (CE), 26.03.2020.

 

 Diário da Pandemia

 

Patativa do Assaré e Mestre Tomaz

 

Na cidade do Assaré
Lá no sul do Ceará
Existiu grande poeta
Que gostava de rimar
Sua poesia sem fronteiras
Viajou por além mar

E em Soure no Pará
Na Ilha do Marajó
Também teve num poeta
A sua figura maior
Que cantava suas lendas
E dançava o carimbó

Os dois não estão sós
Ninguém os esqueceu
Como muitos outros vates
Bons companheiros seus
Que partiram deste mundo
E agora estão com Deus

Patativa do Assaré
Gostava muito da roça
Trabalhava todo dia
E de noite ai pra troça
Reunindo a cabroeira
Onde rolava muita joça

O grande Mestre Tomás
Que era bom carpinteiro
Adorava o Paissandu
E na rima era certeiro
Já do time azul e branco
Foi o torcedor primeiro

Patativa e Tomás
Dois poetas parecidos
Foram pobres de dinheiro
Porém ricos de amigos
Por isso estão no Céu
E nunca são esquecidos

Ivone Gaia Maués
Professora de valor
Foi quem teve a idéia
De resgatar com louvor
Histórias dos dois poetas
Um carpinteiro e um agricultor

Estudaram muito pouco
Com a vida aprenderam
Mas com amor e sabedoria
Belos versos escreveram
E no Norte e no Nordeste
Poucos são os que não leram

Quem não leu vai ler agora
No Projeto literário
Encontro de Saberes
No melhor vocabulário
Que escreveram os poetas
Em um longo itinerário

Se Sorbone já estuda
Na regência do Cantel
Que aqui se encantou
Com o tão belo cordel
Estudará também o outro
Tão sábio menestrel

O grande Mestre Tomás
Carpinteiro afamado
Cumprimentava os amigos
Com um verso improvisado
Não é à toa que é
Por todos tão bem amado

Lá pelas ruas de Soure
Aquela tão bela cidade
O poeta era visto
Em grande velocidade
Em sua amiga bicicleta
Aos oitenta de idade

Não tinha a menor vaidade
Sua riqueza era o amor
O que deixou entre nós
Foi sua família de valor
E um bocado de livros
Que ele foi o escritor

Este aprendiz de poeta
Se sente agraciado
Por escrever estas rimas
Pra dois poetas afamados
O que me resta é dizer
Meu Deus muito obrigado.

Portel (PA), 19/08/2011
Tarciso Coelho é poeta popular Cearense.

 

O Diário da Pandemia

Que inventei de escrever

Jamais teve a intenção

Que não só o meu querer

Do dia a dia registrar

Pra no futuro lembrar

O que estamos a viver

 

Mas é preciso dizer

Aqui não vou divulgar

Notícias de tristeza

Já que quero me alegrar

E se esse meu escrever

Nem pouco alegrar você

Mal também não lhe fará.

 

Caros Amigos,

 

A partir de 22.03.2020, passei a publicar versos meus em outras situações, retornando ao assunto em pauta apenas eventualmente.

 

Abraços todos.

 

Tarciso Coelho, Crato (CE), 27.03.2020.

 

 Diário da Pandemia

 

Caros Colegas e Amigos,

 

Hoje completam 9 anos que tomei posse no Banco do Brasil, pela segunda vez. Naquele 28/03/2011, na bela cidade de Portel (PA), na região geográfica do Marajó (não na Ilha), distante 22 horas de barco a partir de Belém (PA), a Agência local do Banco do Brasil destravou a porta giratória para ingresso deste velhote, carregando na mala um grande sentimento de menino, o moleque Suiú que tem dentro de mim, o qual me nego deixá-lo morrer. Registro aqui meus agradecimentos à querida Conceição, Gerente que me recebeu sem restrições ao meu perfil de velho bancário, cabeça branca, óculos e barriga avantajada (culpa da cerveja). Lá vivi feliz por 18 meses e após passar por Aracati, Paraipaba, Jaguaruana, Fortim, Praça dos Correios, Mauriti e Farias Brito (CE), hoje estou em Cedro (CE), cidade de minha infância e adolescência. Foi muito bom começar de novo. Abraços a todos os Colegas e Clientes com quem tenho convivido nesta nova jornada.

 

 

A Velhice Está na Moda

 

 

A velhice está na moda
Um poeta me falou
Quem pouco tem vivido
Muito tempo lhe faltou
Para amar os conhecidos
Nos lugares onde andou


Andei por todo o Brasil
No Ceará agora estou
Aqui em Canoa Quebrada
Papai do Céu me botou
Pra remoer a saudade
Do que pra trás ficou


Já vivi cinquenta e nove
E espero muito mais
Por tudo que tenho vivido
Agradeço a Deus demais
Pois cansar da bela vida
Não me cansarei jamais


Muitas emoções eu quero
Permeando meu viver
Deus me dê força e saúde
Pra cumprir com meu dever
Mas também sabedoria
Pra diversão e lazer


Todo mundo quando nasce
Começa logo a morrer
Pois os dias quando passam
Não podem retroceder
Só nos resta aproveitar
E bem a vida viver


Honestidade e trabalho
Fazem a vida sempre bela
Os amores e os amigos
Dão o colorido dela
Se ela é boa pra mim
Eu devo ser bom pra ela


Que Deus me dê muitos dias
Para que eu possa viver
Fazendo bem meu trabalho
Cumprindo bem meu dever
E muitas horas de folga
Para viver meu lazer


Quando chegar o meu dia
Que o Pai do céu me chamar
Que eu não tenha tristeza
Nem nada pra reclamar
E que só me arrependa
Se esqueci de amar.

Tarciso Coelho, Aracati (CE), 12/04/2013

 

 

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Que não só o meu querer

Do dia a dia registrar

Pra no futuro lembrar

O que estamos a viver

 

Mas é preciso dizer

Aqui não vou divulgar

Notícias de tristeza

Já que quero me alegrar

E se esse meu escrever

Nem pouco alegrar você

Mal também não lhe fará.

 

Caros Amigos,

 

A partir de 22.03.2020, passei a publicar versos meus em outras situações, retornando ao assunto em pauta apenas eventualmente.

 

Abraços todos.

 

Tarciso Coelho, Crato (CE), 28.03.2020.

 

 Diário da Pandemia

 

 

https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/o-que-e-curva-exponencial-de-uma-pandemia---entenda-o-ritmo-do-crescimento-das-infeccoes-do-coronavirus.htm

 

Li o artigo acima para tentar entender o que significa crescimento exponencial de pandemia. É complicado. Mas de forma prática tentei simular uma situação em que se cada 1 (um) contaminado, contaminar 3 (três), por dia, em 15 quinze dias seriam 14.348.907 contaminados. Vejamos:

 

1              

3               

9             

27           

81             

243           

729           

2187         

6561   

19683       

59049 

177147                 

531441                 

1594323    

4782969    

3

3

3

3

3

3

3

3

3

3

3

3

3

3

3

3

9

27

81

243

729

2187

6561

19683

59049

177147

531441

1594323

4782969

  14348907

Cálculo semelhante foi mostrado hoje na TV Globo, 14.04.2020.

 

É por isso que só sairei de casa quando a pandemia passar.

 

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Do dia a dia registrar

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O que estamos a viver

 

Mas é preciso dizer

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Já que quero me alegrar

E se esse meu escrever

Nem pouco alegrar você

Mal também não lhe fará.

 

Caros Amigos,

 

A partir de 22.03.2020, passei a publicar versos meus em outras situações, retornando ao assunto em pauta apenas eventualmente.

 

Abraços todos.

 

Tarciso Coelho, Crato (CE), 29.03.2020.

 

 Diário da Pandemia

 

 

Brincadeiras

 

Peteca, bola, bila e pião
Em dupla ou mesmo só
Faça chuva ou faça sol
Era grande a animação

Futebol eu não jogava
A bola corria mais que eu
e quem quedas não sofreu
Quando na bola pisava

Baralho nunca joguei
Nem que fosse apostado
De vício único e danado
Só do cigarro peguei (mas já larguei)

Brincando o tempo matava
Era assim meu pensamento
Mas quem matava era o tempo
Eu apenas me enganava

Estudar eu não gostava
Mas meu pai era sabido
E dando bronca comigo
Pra escola me mandava

A vida assim foi passando
Sem querer fui crescendo
As brincadeiras morrendo
E eu sem brinquedo ficando

Na vida adulta o trabalho
Os problemas e a família
Tem sido o que alivia
E da tristeza quebra o galho

E assim vai indo a vida
Caminhando para o fim
E o que será de mim?
E da saudade sentida?

O melhor é nem saber
E a todos ir amando
Pois se ela vai chegando
Feliz vou tentar viver

Tarciso Coelho, maio/2002

 

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Jamais teve a intenção

Que não só o meu querer

Do dia a dia registrar

Pra no futuro lembrar

O que estamos a viver

 

Mas é preciso dizer

Aqui não vou divulgar

Notícias de tristeza

Já que quero me alegrar

E se esse meu escrever

Nem pouco alegrar você

Mal também não lhe fará.

 

Caros Amigos,

 

A partir de 22.03.2020, passei a publicar versos meus em outras situações, retornando ao assunto em pauta apenas eventualmente.

 

Abraços todos.

 

Tarciso Coelho, Crato (CE), 30.03.2020.

 

 Diário da Pandemia

 

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2020/03/28/sair-do-isolamento-agora-e-querer-voltar-a-mundo-que-nao-existe-mais-diz-virologista.htm?cmpid=copiaecola&cmpid=copiaecola

 

Todos os países do Mundo estarão parados por algum tempo ou com suas economias mais lentas, enquanto cuidam dos seus doentes e sepultam seus mortos. Caberá aos sobreviventes a retomada das atividades quando a pandemia passar. Acredito que nenhum país terá sua economia mais prejudicada que os demais. O que poderá haver é um descompasso na retomada de suas atividades após passar o mal, variando em razão da tempestividade e acerto das medidas para conter o sofrimento do povo. Imaginemos “O dia em que a terra parou”, do saudoso Raul Seixas. Se todos os países parassem ao mesmo tempo, que prejuízo seria maior que outro? É estranho se preocuparem mais com a economia do que com as pessoas. Pode parecer um raciocínio simplório, mas seria quase igual a quem passou toda a vida juntando riquezas e na hora da morte se dá conta de que não tem mais tempo de usufruir o que juntou. Como observou o ex ministro Maílson da Nóbrega: “Há quem prefira contar os mortos, que os desempregados”. Emprego se consegue outro, mas vida só a que Deus nos deu.  

 

 

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Jamais teve a intenção

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O que estamos a viver

 

Mas é preciso dizer

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Já que quero me alegrar

E se esse meu escrever

Nem pouco alegrar você

Mal também não lhe fará.

 

Caros Amigos,

 

A partir de 22.03.2020, passei a publicar versos meus em outras situações, retornando ao assunto em pauta apenas eventualmente.

 

Abraços todos.

 

Tarciso Coelho, Crato (CE), 31.03.2020.

 

 

 

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